Pisquei os olhos algumas vezes, por causa do sangue que escorria da minha testa e cobria meus olhos, acabei não entendendo o que aconteceu em seguida.
Primeiro vi André com a arma apontada em direção de Orlando, em seguida ouvi um grito e um tiro.
Logo depois estava os dois no chão, e Karina em pé ao lado de André, chorando em soluços.
Demorei pra entender que ela havia esfaqueado André, mas mesmo assim ele atirou em Orlando. A arma estava em um canto, e faca ainda estava cravada na costela de André, ela logo correu pra socorrer o irmão.
Não imagine o alivio que tive ao ouvir Orlando praguejar:
-Desgraçado! Acertou meu braço!
Falando de vitórias
Caramba. Nunca imaginei que uma coisa dessas fossem acontecer comigo. Logo eu, o tão monotono Talles. Minha vida de repente tinha ficado tão agitada.
Primeiro me apaixonei por uma lesbica... E agora estou no hospital com a cara toda costurada e o olho roxo por brigar com uma gangue de malucos.
Minha mãe conversava com os medicos, enquanto eu esperava junto a Karina e Lilian saber alguma noticia de Orlando que havia levado um tiro.
Lilian mantinha extremos cuidados comigo, ela parecia muito assustada com tudo, tentei confortá-la com palavras, repetindo que iria ficar tudo bem, mas ela sempre respondia parecendo nao ter nenhuma convicção no que dizia.
-É, eu sei... - e isso me deixava mais nervoso.
Karina agora estava muito mais tranqüila, e tirava um doce cochilo sentada ao nosso lado.
Foi quando percebi que deveria contar a verdade sobre eu e Orlando para Lilian, ja que uma hora ou outra isso iria acontecer.
-Lilian, tenho algo pra contar muito importante.
Quando terminei a frase tive a impressão que sua atenção sobre mim ficou ainda maior, esperou eu contar:
-Eu e o Orlando não somos primos. Eu conheci naquele dia no cinema, assim como voce.
Eu pedi para que ele me acompanhasse porque não queria que nada acontecesse entre nós dois. Me desculpa... Eu... Sou um idiota.
-Esse tempo todo. Eu soube que te amo. Eu quis esconder isso de mim mesmo... Mas é um negocio muito dificil... Você faz coisas que eu nunca vou esquecer... E não falo da gente ter feito amor em uma sala de equipamenstos da escola. Falo de pequeno gestos... Do seu olhar de sono ao me ver contar uma estoria sobre ursos polares e como eles hibernam. Da forma como você come aquelas batinhas... Sempre escolhendo as menores primeiro... Da sua voz calma ao me dar bom dia... e principalmente do seu beijo, delicado e profundo.
Isso tudo só me fez perceber, que não conseguiria ser feliz sem você ao meu lado. Que cada instante da minha vida, só tem sentido, só tem graça... Porque sei, que mais um dia eu irei te ver, mais um dia sentirei seu perfume... Vai ser mais um dia em minha vida. Mas eu tenho certeza que vai ser mais um dia perfeito, porque você estará nele.
Sabrina, eu te amo. E quero uma reposta sua agora. Não quero te dividir com nimguem.
De repente daquela feição neutra, uma lagrima escorreu discretamente.
Houve dois segundos sem nada acontecer. Dois segundos que demoraram milhares de pensamentos pra passar.
Logo ela veio me abraçar... E me beijou. Eu me sentia como se estivesse no céu agora, o tempo parecia parado.
Foi quando uma voz familiar nos jogou de volta a realidade:
-Sabrina...? -era Sarah, estava logo atras da gente.
-Sarah... Eu... Eu... -Sabrina falhou um pouco nas palavras, mas depois frimou sua opinião:
-Amo o Talles.
Sarah não entendeu o que stava acontecendo:
-Por quê?
Houve um certo silencio... dessa pergunta, até eu queria saber a resposta, Sabrina logo se pôs a responder:
-Eu não sinto de você o que sinto dele. O espirito dele me conforta, ele pode ser um garoto bem chato as vezes, mas... Tudo que ele faz, me agrada. Tudo. E agora sei que ele vale a pena...
Sarah mordeu o labio inferior e disse uma ultima coisa antes de ir embora:
-Está bem. Quem sou eu pra acabar com isso...?
Olhei pra Sabrina e pude perceber o quanto tinha sido dificil pra ela toda essa situação, então pra amenizar, pedi:
-Acho que vocês duas devem conversar... Vai lá e fala com ela. Depois a gente se encontra.
-Esta bem.
Sabrina concordou e foi atrás de Sarah. Era hora de dar tempo pras coisas se resolverem aos poucos.
Falando do fim
A vida é engraçada. Coisas acontecem... O tempo passa.
As vezes tudo parece diferente mesmo nada tendo mudado. As vezes tudo parece igual, mesmo sua vida tendo radicalmente se transformado.
As vezes sorrimos e choramos com motivos que nos convem. Mais há grande possibilidade desse motivo ser o amor.
O amor é tão dificil de explicar em sua simples complexidade.
E por isso nem sempre tudo acaba bem como tem de terminar...
Por isso decidi terminar a estoria aqui, pra manter um final feliz.
Quem sabe em uma proxima oportunidade eu conte como eu e Sabrina terminamos... Ou como Lilian acabou ficando com o Orlando...
Porque a vida é assim, feita de simples COISAS QUE ACONTECEM.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Coisas que acontecem, pt 16.
Ele respondeu fazendo a moto acelerar "rabiando" ao mesmo tempo que o pneu produzia seu agudo som quando entrava em atrito com o chão.
E como previsto encontramos mais gente da gangue, e justamente aqueles que nos perseguia a pouco. E o pior é que Orlando morava em um bairro "barra-pesada" que nem a policia entrava, as ruas eram estreitas, e as casas mal organizadas... Mas Orlando se mostrou ser um otimo pilto.
E conseguimos chegar a casa dele sem que nos alcassassem a tempo. E quando chegamos avistamos mais dois caras tentando arrombar a porta.
Não sei exatamente o que deu em mim, mas assim que nos aproximamos pulei pra cima de um deles. E por incrivel que pareça o derrubei, acertei atras de seu pescoço com as duas mãos. O outro se virou para gente e puxou uma faca.
Mais Orlando foi esperto suficiente e empinou a moto, fazendo o pneu da frente acertar o rosto do marginal. O cara caíu deixando escapulir a faca, foi quando eu subi em cima dele e acertei mais alguns socos, até cara ficar incosciente.
É incrivel o que a gente pode fazer no momento de euforia. Orlando abriu a porta e entramos, ele começou a chamar pela sua irmã:
-Karina! Cadê voce? temos que sair daqui!
A encontramos trancada no banheiro, toda encolhida wm um canto e cheia de lagrimas nos olhos.
Era uma garota bonita de quinze ou dezesseis anos, magra com cabelos encaracolados. Quando viu Orlando correu para abraçá-lo, e começou a falar em prantos:
-O que está acontecendo? Eu estou com tanto medo.
-Não dá pra explicar, temos que sair daqui o mais rápido possivel.
Quando me dei conta estava no chão com uma puta dor nas costas, alguém havia me acertado. Procurei e vi dois caras, um estava com um porrete na mão, enquanto o outro tinha uma corrente presa ao braço, e a outra ponta arrastando no chão. O da corrente sorriu e disse maliciosamente:
-Achou que iria fugir de mim?
Levantei, me afastando deles, Orlando estava muito surpreso. Aquele devia ser o tal André, pra mim ele parecia um playboy revoltado. Orlando tentou negociar:
-A moto está la fora, pode levar e nos deixe em paz.
-Você acha que é tão simples assim? -ele começou a sacudir a corrente de um lado a outro, brincando, e continuou a falar:
-Vamos fazer o seguinte, você me empresta essa sua irmã sem reação nenhuma e talvez eu te deixe ir embora vivo.
-Nunca! -Orlando gritou. André riu mais uma vez, e concluiu:
-Se é assim... Vai ser do jeito mais dificil.
Ele então se armou para briga, enquanto ordenava a seu colega:
-Não machuque muito a garota, a gente pode se divertir muito com ela!
Os dois avançaram pra cima de Carlos, e rapidamente começaram a açoitá-lo, enquanto sua irmã Karina gritava em desespero. Ainda com enorme dor fui pra cima de André, e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, sua corrente acertou meu rosto, cambaleei para trás com a pancada, enquanto ele ria:
-Não se intrometa.
Foi neste momento que vi um jarro de porcelana, daí em diante tudo aconteceu em camera lenta:
Arremessei o jarro pra cima de André, o jarro espatifou em sua cabeça, e logo eu já tinha acertado vários socos em seu rosto. E só parei quando o parceiro dele me acertou violentamente com o porrete nas costas, cai para o lado.
Ele já iria me acertar uma segunda vez quando Orlando acertou-lhe um chute entre as pernas, tomou o seu porrete e o derrubou com tal furia, que apesar de estar tonto, pude ver alguns dentes espirrando da boca do pobre homem. Tombou como um animal abatido pelo caçador.
André se levantou, agora estava os dois frente-a-frente, Orlando e ele.
Se encararam, seus rostos deformados pelas pancadas, o sangue enfeitava partes de seus corpos...
-Maldito! - gritou André puxando uma arma da cintura e apontando pra Orlando que ficou imovel. E eu senti que naquele momento tudo estaria acabado, meu coração quase parou, fiquei sem folego.
E como previsto encontramos mais gente da gangue, e justamente aqueles que nos perseguia a pouco. E o pior é que Orlando morava em um bairro "barra-pesada" que nem a policia entrava, as ruas eram estreitas, e as casas mal organizadas... Mas Orlando se mostrou ser um otimo pilto.
E conseguimos chegar a casa dele sem que nos alcassassem a tempo. E quando chegamos avistamos mais dois caras tentando arrombar a porta.
Não sei exatamente o que deu em mim, mas assim que nos aproximamos pulei pra cima de um deles. E por incrivel que pareça o derrubei, acertei atras de seu pescoço com as duas mãos. O outro se virou para gente e puxou uma faca.
Mais Orlando foi esperto suficiente e empinou a moto, fazendo o pneu da frente acertar o rosto do marginal. O cara caíu deixando escapulir a faca, foi quando eu subi em cima dele e acertei mais alguns socos, até cara ficar incosciente.
É incrivel o que a gente pode fazer no momento de euforia. Orlando abriu a porta e entramos, ele começou a chamar pela sua irmã:
-Karina! Cadê voce? temos que sair daqui!
A encontramos trancada no banheiro, toda encolhida wm um canto e cheia de lagrimas nos olhos.
Era uma garota bonita de quinze ou dezesseis anos, magra com cabelos encaracolados. Quando viu Orlando correu para abraçá-lo, e começou a falar em prantos:
-O que está acontecendo? Eu estou com tanto medo.
-Não dá pra explicar, temos que sair daqui o mais rápido possivel.
Quando me dei conta estava no chão com uma puta dor nas costas, alguém havia me acertado. Procurei e vi dois caras, um estava com um porrete na mão, enquanto o outro tinha uma corrente presa ao braço, e a outra ponta arrastando no chão. O da corrente sorriu e disse maliciosamente:
-Achou que iria fugir de mim?
Levantei, me afastando deles, Orlando estava muito surpreso. Aquele devia ser o tal André, pra mim ele parecia um playboy revoltado. Orlando tentou negociar:
-A moto está la fora, pode levar e nos deixe em paz.
-Você acha que é tão simples assim? -ele começou a sacudir a corrente de um lado a outro, brincando, e continuou a falar:
-Vamos fazer o seguinte, você me empresta essa sua irmã sem reação nenhuma e talvez eu te deixe ir embora vivo.
-Nunca! -Orlando gritou. André riu mais uma vez, e concluiu:
-Se é assim... Vai ser do jeito mais dificil.
Ele então se armou para briga, enquanto ordenava a seu colega:
-Não machuque muito a garota, a gente pode se divertir muito com ela!
Os dois avançaram pra cima de Carlos, e rapidamente começaram a açoitá-lo, enquanto sua irmã Karina gritava em desespero. Ainda com enorme dor fui pra cima de André, e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, sua corrente acertou meu rosto, cambaleei para trás com a pancada, enquanto ele ria:
-Não se intrometa.
Foi neste momento que vi um jarro de porcelana, daí em diante tudo aconteceu em camera lenta:
Arremessei o jarro pra cima de André, o jarro espatifou em sua cabeça, e logo eu já tinha acertado vários socos em seu rosto. E só parei quando o parceiro dele me acertou violentamente com o porrete nas costas, cai para o lado.
Ele já iria me acertar uma segunda vez quando Orlando acertou-lhe um chute entre as pernas, tomou o seu porrete e o derrubou com tal furia, que apesar de estar tonto, pude ver alguns dentes espirrando da boca do pobre homem. Tombou como um animal abatido pelo caçador.
André se levantou, agora estava os dois frente-a-frente, Orlando e ele.
Se encararam, seus rostos deformados pelas pancadas, o sangue enfeitava partes de seus corpos...
-Maldito! - gritou André puxando uma arma da cintura e apontando pra Orlando que ficou imovel. E eu senti que naquele momento tudo estaria acabado, meu coração quase parou, fiquei sem folego.
Coisas que acontecem, pt 15.
Ele coçou a cabeça, suspirou, olhou para um lado e outro, suspirou mais uma vez e então disse:
-Ta bem. Eu vou contar...
Ficamos atentos ao ouvir, ele explicava:
-Eu fiz uma besteira. Peguei umas coisas de um cara aí... Agora ele está atras de mim.
-Que coisas? Que cara? -Lilian insistia, e ele teve de explicar todos so detalhes:
-Eu tinha uma velha moto. Dada pelo meu avô... Era uma moto perfeita, em todos os detalhes. Aí, esse cara, o nome dele é André, apostou um pega comigo... O premio seria a moto que o outro estivesse correndo. Eu ganhei. Mas o safado não quis me dar a moto dele, e ainda por cima roubou a minha com a gangue dele.
É claro que nao sou cara de deixar as coisas baratas assim. Fui lá... E roubei a moto dele. Agora ele ta me caçando.
Lilian pareceu ter se fascinada com a "historia", e perguntou assim que ele fechou a boca.
-Como podemos te ajudar? -Ele respondeu:
-De um lugar pra ficar por enquanto.
-Cara, você não ta mentindo, não, né? Se voce tiver mentindo, te garanto que posso ser pior que esse tal de André.
Questionei amargamente, mas ele praticamente debochou de mim:
-Por que eu iria mentir pro meu primo querido?
-Nós precisamos ajudá-lo! -Lilian estava totalmente convencida que ele tinha razão.
-Não sei se minha mãe vai concordar com a ideia... -argumentei, Lilian propôs outra coisa:
-Ele pode ficar lá em casa.
-É, isso! Posso ficar na casa dela!
-Claro que não! -Tentava impor decisões, mas as coisas estavam dificeis.
-Por que ele não pode ficar lá em casa? -Lilian me questionou brava. Eu respondi ainda raciocinando em uma resposta:
-Onde ja se viu... Voce mal conhece o cara. Não dá, né?!
-Você está com ciúmes Talles?
-Ciúmes? Ta louca?
-Não acredito. Voce está com ciumes! -ela afirmou de tal forma que eu quase acreditei.
-Se não é ciúmes é o que?
-Eu só quero dizer, que talvez, não seja uma boa ideia.
-Por que não? -os dois fizeram um couro. Gritei de raiva:
-Ele fica na minha casa, esta bem?! -lá se vai a minha opinião.
Ela ficou calada, como se concordasse com a ideia. Orlando apenas disse:
-Ta certo, só tenho que ir até minha casa pegar umas coisas.
-Nós vamos com voce! -Lilian se mantinha empolgada. Mas a repreendi:
-Claro que não. Pode ser perigoso. O primeiro lugar que esses caras devem estar te esperando é na sua casa.
-Isso é verdade. Mas é um risco que tenho que correr. -Orlando disse, e Lilian impôs:
-Talles você vai com ele.
-Por quê?
-Porque voce mesmo disse que é perigoso.
-Ta bom. Mas você tem que ir pra casa, se nao eu não vou.
Lilian concordou, e logo ela estava de saida, e assim eu e Orlando fomos até sua casa.
Orlando não morava muito longe dali, mas apesar disso fomos na moto que supostamente ele havia roubado. Que cá entre nós, era uma moto muito louca! Parecia com aquelas que correm no "motoGp" com aqueles pilotos e seus macacões coloridos.
Mas foi tarde demais que percebi que não havia sido uma boa idéia, reconheceram a moto no caminho e a tal gangue começou a nos perseguir. Orlando avisou:
-Vou tentar despistá-los. As motos deles não conseguem acompanhar essa belezinha!
O problema maior era que estavamos praticamente no centro da cidade, as ruas eram estupidamente movimentadas. Ele realmente teria que ser um ótimo piloto, ou nós dois estavamos ferrados.
Olhei pra trás e vi tres motocicletas, e em uma delas havia dois caras, um pilotando e outro com uma ripa de madeira na mão. Aquilo fez meu coração acelerar de tal forma, que nem pensar direito eu conseguia.
Atravessavámos avenidas a mais de 120 por hora, entravamos em contra-mão, curvas que faziam meu joelho tocar o asfalto...
Orlando tinha razão, as motos deles não eram suficientemente potentes, e não conseguiram se manter no ritmo. Logo despistamos os nossos perseguidores, mas agora estavámos longe demais da casa de "meu primo". Perguntei nao sabendo o que fazer:
-E agora? Se voltarmos para sua casa ele provavelmente nos encontrarão... O que faremos?
-Não sei... Posso tentar ir por um outro caminho... Mas vai ser tão perigoso quanto antes.
-Afinal o que você tem de tão importante na sua casa?
De repente ele ficou sério, como nunca tinha visto. E respondeu com uma voz preocupado:
-Uma irmã.
Nessa hora levei um susto! Com assim uma irmã? Porque ele não falaou, antes? Ela provavelmente deve esta em perigo!
Neste momento percebi a gravidade do problema, e apenas ordenei:
-Acelera pra sua casa.
-Ta bem. Eu vou contar...
Ficamos atentos ao ouvir, ele explicava:
-Eu fiz uma besteira. Peguei umas coisas de um cara aí... Agora ele está atras de mim.
-Que coisas? Que cara? -Lilian insistia, e ele teve de explicar todos so detalhes:
-Eu tinha uma velha moto. Dada pelo meu avô... Era uma moto perfeita, em todos os detalhes. Aí, esse cara, o nome dele é André, apostou um pega comigo... O premio seria a moto que o outro estivesse correndo. Eu ganhei. Mas o safado não quis me dar a moto dele, e ainda por cima roubou a minha com a gangue dele.
É claro que nao sou cara de deixar as coisas baratas assim. Fui lá... E roubei a moto dele. Agora ele ta me caçando.
Lilian pareceu ter se fascinada com a "historia", e perguntou assim que ele fechou a boca.
-Como podemos te ajudar? -Ele respondeu:
-De um lugar pra ficar por enquanto.
-Cara, você não ta mentindo, não, né? Se voce tiver mentindo, te garanto que posso ser pior que esse tal de André.
Questionei amargamente, mas ele praticamente debochou de mim:
-Por que eu iria mentir pro meu primo querido?
-Nós precisamos ajudá-lo! -Lilian estava totalmente convencida que ele tinha razão.
-Não sei se minha mãe vai concordar com a ideia... -argumentei, Lilian propôs outra coisa:
-Ele pode ficar lá em casa.
-É, isso! Posso ficar na casa dela!
-Claro que não! -Tentava impor decisões, mas as coisas estavam dificeis.
-Por que ele não pode ficar lá em casa? -Lilian me questionou brava. Eu respondi ainda raciocinando em uma resposta:
-Onde ja se viu... Voce mal conhece o cara. Não dá, né?!
-Você está com ciúmes Talles?
-Ciúmes? Ta louca?
-Não acredito. Voce está com ciumes! -ela afirmou de tal forma que eu quase acreditei.
-Se não é ciúmes é o que?
-Eu só quero dizer, que talvez, não seja uma boa ideia.
-Por que não? -os dois fizeram um couro. Gritei de raiva:
-Ele fica na minha casa, esta bem?! -lá se vai a minha opinião.
Ela ficou calada, como se concordasse com a ideia. Orlando apenas disse:
-Ta certo, só tenho que ir até minha casa pegar umas coisas.
-Nós vamos com voce! -Lilian se mantinha empolgada. Mas a repreendi:
-Claro que não. Pode ser perigoso. O primeiro lugar que esses caras devem estar te esperando é na sua casa.
-Isso é verdade. Mas é um risco que tenho que correr. -Orlando disse, e Lilian impôs:
-Talles você vai com ele.
-Por quê?
-Porque voce mesmo disse que é perigoso.
-Ta bom. Mas você tem que ir pra casa, se nao eu não vou.
Lilian concordou, e logo ela estava de saida, e assim eu e Orlando fomos até sua casa.
Orlando não morava muito longe dali, mas apesar disso fomos na moto que supostamente ele havia roubado. Que cá entre nós, era uma moto muito louca! Parecia com aquelas que correm no "motoGp" com aqueles pilotos e seus macacões coloridos.
Mas foi tarde demais que percebi que não havia sido uma boa idéia, reconheceram a moto no caminho e a tal gangue começou a nos perseguir. Orlando avisou:
-Vou tentar despistá-los. As motos deles não conseguem acompanhar essa belezinha!
O problema maior era que estavamos praticamente no centro da cidade, as ruas eram estupidamente movimentadas. Ele realmente teria que ser um ótimo piloto, ou nós dois estavamos ferrados.
Olhei pra trás e vi tres motocicletas, e em uma delas havia dois caras, um pilotando e outro com uma ripa de madeira na mão. Aquilo fez meu coração acelerar de tal forma, que nem pensar direito eu conseguia.
Atravessavámos avenidas a mais de 120 por hora, entravamos em contra-mão, curvas que faziam meu joelho tocar o asfalto...
Orlando tinha razão, as motos deles não eram suficientemente potentes, e não conseguiram se manter no ritmo. Logo despistamos os nossos perseguidores, mas agora estavámos longe demais da casa de "meu primo". Perguntei nao sabendo o que fazer:
-E agora? Se voltarmos para sua casa ele provavelmente nos encontrarão... O que faremos?
-Não sei... Posso tentar ir por um outro caminho... Mas vai ser tão perigoso quanto antes.
-Afinal o que você tem de tão importante na sua casa?
De repente ele ficou sério, como nunca tinha visto. E respondeu com uma voz preocupado:
-Uma irmã.
Nessa hora levei um susto! Com assim uma irmã? Porque ele não falaou, antes? Ela provavelmente deve esta em perigo!
Neste momento percebi a gravidade do problema, e apenas ordenei:
-Acelera pra sua casa.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Coisas que acontecem, pt 14.
Então se passou uma semana e as coisas andavam bem, na medida do possivel. Sempre que podiamos, Sabrina e eu procuravamos um tempo só pra gente, mas ela continuava namorando Sarah.
Quanto a Lilian, não conversamos desde o incidente, a verdade é que eu não consegui mais encará-la. Comecei a evitar nossos encontros na escola... E em todos os lugares que iamos.
As aulas terminaram e estou saindo sozinho, pois Priscila hoje está doente. Marquei de visitá-la mais tarde.
De repente lá vem Lilian em minha direção. Puts! Agora não vai dar pra fugir. É melhor eu preparar uma boa desculpa.
-Talles, eu preciso falar com você.
Ela nem ao menos esperou até chegar a uma distancia em que só eu ouvisse sua frase, como se estivesse com medo de que fugisse.
Parei e esperei ela se aproximar. Depois perguntei com um sorriso amarelo:
-Como vai?
Ela também respondeu sem jeito:
-Eu vou bem... Mas tenho algo importante pra te dizer.
-Se é sobre aquele dia, eu queria muito te pedir desculpas, eu fui um completo idiota.
-Não, não... Eu é que tenho que pedir desculpas. Fui muito tola. Nao quis ouvir o que voce tinha pra dizer... Você me desculpa?
-Voce não precisa se desculpar... Lilian... –peguei sua mão e olhei fundo nos olhos dela enquanto explicava:
-Você é uma garota pefeita. Aposto como qualquer garoto desta escola gostaria de ter o dia que tive com você no cinema. O problema é que... Você até deve entender... A gente não se apaixona por quem escolhe. Definitivamente não. E no momento eu estou apaixonado por outra garota...
-Oh, Talles... Você é um amor. Eu só não queria perder aquela nossa amizade por uma bobagem. Prezo tanto ela.
-Não se preocupe! Nós sempre seremos amigos! Quer me acompanhar até em casa?
-É claro. –ela sorriu alegremente ao responder.
Então seguimos nosso caminho.
Interessante como as coisas se desenrolaram tão facilmente, em minha vida isso significa um péssimo sinal. Alguma coisa de ruim iria acontecer... Foi exatamente quando:
Algo inesperado aconteceu, de repente o celular dela tocou, Lilian atendeu:
-Alô?
Conversou um pouco no celular e começou a olhar pra mim enquanto ouvia, como se fosse algo sério. Fiquei curioso, mas esperei ela desligar pra perguntar:
-Algo sério?
-Seu primo Orlando.
-Quem?
-Orlando, seu primo.
-O do cinema?
-É.
-Ah, ta... E o que ele queria?
-Disse que ta com problemas... E que era pra eu te avisar, vocês devem se encontrar na ponte do parque as seis.
-Que tipo de probelma?
-Ele não disse mas pareceu muito preocupado.
Agora quem estava preocupado era eu. O que este louco queria comigo? Será que realmente devo ir lá... Acho melhor não. Não deve ser nada tao importante. Sem faalr que eu nem conheço o cara.
-Você vai, né? -Lilian perguntou ao me ver refletir. Entao tentei explicar:
-Não sei não... A gente nunca foi tão intimo assim.
-Você está sendo egoísta!
-Mas...
-Mas, nada! Você vai! E eu vou com voce!
-Como assim?!
-Nós dois vamos ver do que seu primo ta precisando e vamos ajudá-lo!
-Acho que nao é uma boa idéia.
-Cala boca e anda.
Então ela me arrastou até o parque, porque faltava mais ou menos uma hora pro momento marcada.
Fiz questão de fazer uma observação que deixei anotado em minha mente: "Eu tinha que aprender a argumentar com as mulheres, isso ja estava ficando meio chato".
Antes ainda passamso em uma lanchonete, e só então fomos para o tal parque botanico. O lugar marcado era em uma ponte que passava por cima de um rio bem raso, ao chegar lá notei a presença de Orlando sob a ponte, o que me estranhou muito, pois parecia que estava se escondendo.
Quando ele nos viu, acenou discretamente.
Fomos de encontro ao meu suposto primo. Quando ele viu Lilian pareceu ter ficado surpreso e bravo:
-O que ela esta fazendo aqui? Era pra voce vir só.
-O que está acontecendo? -Lilian fez questão de explicações. Orlando fez cara feia, como se escondesse algo, e não queria que ela soubesse. Foi quando eu disse, agora me mostrando preocupado:
-Pode falar...
Quanto a Lilian, não conversamos desde o incidente, a verdade é que eu não consegui mais encará-la. Comecei a evitar nossos encontros na escola... E em todos os lugares que iamos.
As aulas terminaram e estou saindo sozinho, pois Priscila hoje está doente. Marquei de visitá-la mais tarde.
De repente lá vem Lilian em minha direção. Puts! Agora não vai dar pra fugir. É melhor eu preparar uma boa desculpa.
-Talles, eu preciso falar com você.
Ela nem ao menos esperou até chegar a uma distancia em que só eu ouvisse sua frase, como se estivesse com medo de que fugisse.
Parei e esperei ela se aproximar. Depois perguntei com um sorriso amarelo:
-Como vai?
Ela também respondeu sem jeito:
-Eu vou bem... Mas tenho algo importante pra te dizer.
-Se é sobre aquele dia, eu queria muito te pedir desculpas, eu fui um completo idiota.
-Não, não... Eu é que tenho que pedir desculpas. Fui muito tola. Nao quis ouvir o que voce tinha pra dizer... Você me desculpa?
-Voce não precisa se desculpar... Lilian... –peguei sua mão e olhei fundo nos olhos dela enquanto explicava:
-Você é uma garota pefeita. Aposto como qualquer garoto desta escola gostaria de ter o dia que tive com você no cinema. O problema é que... Você até deve entender... A gente não se apaixona por quem escolhe. Definitivamente não. E no momento eu estou apaixonado por outra garota...
-Oh, Talles... Você é um amor. Eu só não queria perder aquela nossa amizade por uma bobagem. Prezo tanto ela.
-Não se preocupe! Nós sempre seremos amigos! Quer me acompanhar até em casa?
-É claro. –ela sorriu alegremente ao responder.
Então seguimos nosso caminho.
Interessante como as coisas se desenrolaram tão facilmente, em minha vida isso significa um péssimo sinal. Alguma coisa de ruim iria acontecer... Foi exatamente quando:
Algo inesperado aconteceu, de repente o celular dela tocou, Lilian atendeu:
-Alô?
Conversou um pouco no celular e começou a olhar pra mim enquanto ouvia, como se fosse algo sério. Fiquei curioso, mas esperei ela desligar pra perguntar:
-Algo sério?
-Seu primo Orlando.
-Quem?
-Orlando, seu primo.
-O do cinema?
-É.
-Ah, ta... E o que ele queria?
-Disse que ta com problemas... E que era pra eu te avisar, vocês devem se encontrar na ponte do parque as seis.
-Que tipo de probelma?
-Ele não disse mas pareceu muito preocupado.
Agora quem estava preocupado era eu. O que este louco queria comigo? Será que realmente devo ir lá... Acho melhor não. Não deve ser nada tao importante. Sem faalr que eu nem conheço o cara.
-Você vai, né? -Lilian perguntou ao me ver refletir. Entao tentei explicar:
-Não sei não... A gente nunca foi tão intimo assim.
-Você está sendo egoísta!
-Mas...
-Mas, nada! Você vai! E eu vou com voce!
-Como assim?!
-Nós dois vamos ver do que seu primo ta precisando e vamos ajudá-lo!
-Acho que nao é uma boa idéia.
-Cala boca e anda.
Então ela me arrastou até o parque, porque faltava mais ou menos uma hora pro momento marcada.
Fiz questão de fazer uma observação que deixei anotado em minha mente: "Eu tinha que aprender a argumentar com as mulheres, isso ja estava ficando meio chato".
Antes ainda passamso em uma lanchonete, e só então fomos para o tal parque botanico. O lugar marcado era em uma ponte que passava por cima de um rio bem raso, ao chegar lá notei a presença de Orlando sob a ponte, o que me estranhou muito, pois parecia que estava se escondendo.
Quando ele nos viu, acenou discretamente.
Fomos de encontro ao meu suposto primo. Quando ele viu Lilian pareceu ter ficado surpreso e bravo:
-O que ela esta fazendo aqui? Era pra voce vir só.
-O que está acontecendo? -Lilian fez questão de explicações. Orlando fez cara feia, como se escondesse algo, e não queria que ela soubesse. Foi quando eu disse, agora me mostrando preocupado:
-Pode falar...
Coisas que acontecem, pt 13.
É incrível como um simples telefonema pode mudar o seu humor. Foi quase como se tivesse descoberto que havia passado no vestibular, ou como se tivesse ganho na loto.
Quando se esta apaixonado se vai do céu ao inferno, com uma simples frase, e depois volta com as mesmas palavras.
Mas de repente uma duvida me correu a mente como um tiro que se leva bem no meio da testa: “por que ela está me convidando pra ir lá?”.
Essa seria a segunda vez que iria a casa de Sabrina, e a primeira eu fui só por causa de trabalho escolar em grupo... Não consigo entender o porque, foi assim tão de repente.
Acho que só vou saber quando chegar lá.
Falar, falando, falou.
De repente estava nervoso.
Encontrava-me a frente da porta da casa de Sabrina com dois sacos de “batatinha chips”, passei antes no supermercado porque sabia que ela gostava. Enfim toquei a campainha.
Passado alguns lentos segundos e a porta se abriu, era ela. Logo que me viu, esboçou um lindo sorriso. E convidou:
-Pode entrar...
Assim que entrei mostrei o presente:
-Eu comprei uns salgadinhos antes de vir pra cá.
-Batatinhas? Adoro batatinhas! Senta no sofá... Quero te apresentar uma pessoa.
Nessa hora eu tremi. Meu corpo enrijeceu. Minha garganta ficou seca. Minha feição pálida.
Não acredito! Ela vai me apresentar a namorada dela! Puta merda!
Me sentei no sofá enquanto ela foi até a cozinha, logo depois estavam de volta as duas. Sabrina e Sarah.
Ela era exatamente como eu imaginava, e como na foto que Sabrina me mostrou no “dia d”. Cabelos longos negros, óculos discreto, tendo seus 26/27 anos, um olhar sereno...
-Essa é a Sarah. –Sabrina apresentou, eu me levantei para cumprimentá-la.
-Prazer em conhecer.
-Você é mais bonito do que eu imaginava. –Sarah brincou, sorrimos e ela explicou:
-Me desculpa, mas vou ter que ir agora. Gostaria de te conhecer melhor senhor Talles, vamos marcar um outro dia, está bem?
-Tá certo. Pode marcar.
Ela se despediu, e foi embora. Sabrina logo perguntou:
-E aí? O que achou dela?
-Parece uma ótima pessoa, e é bem bonita.
Ela fez um olhar de repreensão pra mim e disse se aproximando:
-É mais bonita que eu?
-Bem... –fiquei meios em jeito. Ela se aproximou mais, fazendo com que eu caísse sentado no sofá, ela se abaixou para que ficasse cara a cara comigo e novamente perguntou:
-É mais bonita que eu?
E ao olhar fundo nos olhos dela, as palavras saíram da minha boca sem eu querer:
-Impossível. Você é a garota mais linda do mundo.
Eu nem sie porqeu disse aquilo, coisa mais besta... Mas ao perceber sinceridade em minhas palavras sua feição ficou um pouco surpresa, e então me beijou.
Foi um delicioso beijo, desta vez eu soube desfrutar de cada gesto, cada suspiro...
Logo em seguida estávamos os dois no sofá em um doce “agarra-agarra”. E eu nem queria saber mais de nada.
Era só eu ela. Mais nada. Sem problemas. Sem palvras. Sem receios. Sem timidez.
Apenas o toque. Apenas aquele maravilho cheiro. Apenas seu coração batendo mais forte. Apenas o prazer.
Quando se esta apaixonado se vai do céu ao inferno, com uma simples frase, e depois volta com as mesmas palavras.
Mas de repente uma duvida me correu a mente como um tiro que se leva bem no meio da testa: “por que ela está me convidando pra ir lá?”.
Essa seria a segunda vez que iria a casa de Sabrina, e a primeira eu fui só por causa de trabalho escolar em grupo... Não consigo entender o porque, foi assim tão de repente.
Acho que só vou saber quando chegar lá.
Falar, falando, falou.
De repente estava nervoso.
Encontrava-me a frente da porta da casa de Sabrina com dois sacos de “batatinha chips”, passei antes no supermercado porque sabia que ela gostava. Enfim toquei a campainha.
Passado alguns lentos segundos e a porta se abriu, era ela. Logo que me viu, esboçou um lindo sorriso. E convidou:
-Pode entrar...
Assim que entrei mostrei o presente:
-Eu comprei uns salgadinhos antes de vir pra cá.
-Batatinhas? Adoro batatinhas! Senta no sofá... Quero te apresentar uma pessoa.
Nessa hora eu tremi. Meu corpo enrijeceu. Minha garganta ficou seca. Minha feição pálida.
Não acredito! Ela vai me apresentar a namorada dela! Puta merda!
Me sentei no sofá enquanto ela foi até a cozinha, logo depois estavam de volta as duas. Sabrina e Sarah.
Ela era exatamente como eu imaginava, e como na foto que Sabrina me mostrou no “dia d”. Cabelos longos negros, óculos discreto, tendo seus 26/27 anos, um olhar sereno...
-Essa é a Sarah. –Sabrina apresentou, eu me levantei para cumprimentá-la.
-Prazer em conhecer.
-Você é mais bonito do que eu imaginava. –Sarah brincou, sorrimos e ela explicou:
-Me desculpa, mas vou ter que ir agora. Gostaria de te conhecer melhor senhor Talles, vamos marcar um outro dia, está bem?
-Tá certo. Pode marcar.
Ela se despediu, e foi embora. Sabrina logo perguntou:
-E aí? O que achou dela?
-Parece uma ótima pessoa, e é bem bonita.
Ela fez um olhar de repreensão pra mim e disse se aproximando:
-É mais bonita que eu?
-Bem... –fiquei meios em jeito. Ela se aproximou mais, fazendo com que eu caísse sentado no sofá, ela se abaixou para que ficasse cara a cara comigo e novamente perguntou:
-É mais bonita que eu?
E ao olhar fundo nos olhos dela, as palavras saíram da minha boca sem eu querer:
-Impossível. Você é a garota mais linda do mundo.
Eu nem sie porqeu disse aquilo, coisa mais besta... Mas ao perceber sinceridade em minhas palavras sua feição ficou um pouco surpresa, e então me beijou.
Foi um delicioso beijo, desta vez eu soube desfrutar de cada gesto, cada suspiro...
Logo em seguida estávamos os dois no sofá em um doce “agarra-agarra”. E eu nem queria saber mais de nada.
Era só eu ela. Mais nada. Sem problemas. Sem palvras. Sem receios. Sem timidez.
Apenas o toque. Apenas aquele maravilho cheiro. Apenas seu coração batendo mais forte. Apenas o prazer.
Coisas que acontecem, pt 12.
Ri sem jeito e dei uma golada no suco. Ela só ficou me olhando e nem mesmo tocou na bebida, então novamente começou a me acariciar, desta vez, o rosto.
Eu já estava ficando vermelho.
Rapidamente terminei o suco, e disse fingindo não estar desconfortável a situação:
-Estava delicioso.
Ela então apenas pegou os dois copos e colocou em cima da mesa que ficava ao lado do sofá, tentei me despedir:
-Bem acho que é melhor eu...
Antes que eu terminasse a frase a lingua dela ja estava enfiada em minha boca. Eu fiquei imovel. A unica coisa que tilintava em minha cabeça era: Droga! Droga! Droga!
Logicamente ela percebeu minha falta de vontade, e questionou sentando em meu colo de forma bem suave, impedindo qualquer movimento de fuga:
-O que foi? Te peguei de surpresa?
-É... Foi. –Respondi procurando ar. Ela apenas sorriu, e voltou a me beijar.
Novamente ela percebeu que algo estava errado e perguntou:
-Por que ta tão nervoso?
Tentei explicar:
-Lilian... Eu não sei o que dizer, mas... Eu não posso.
-Como assim não pode?
-Eu... Não quero.
-Não quer? Seu amiguinho aqui embaixo diz o contrario...
-Ele não sabe o que quer.
-E o que ele quer?
-Ele quer... Ah! Isso não importa!
-O que está acontecendo? –Ela parou e me fitou sem entender, novamente tentei explicar, antes puxei alguns palmos de ar:
-Não posso fazer isso. Me desculpe.
-Por quê?
-Eu gosto de outra garota. Me desculpa.
Ela ficou em choque e rapidamente saiu de cima de mim. Agora estava totalmente abalada. Tentei me desculpar:
-Eu queria te contar... Mas não consegui.
De repente ela só olhou pra mim com os olhos cheio de lágrimas e disse:
-Sai da minha casa.
Esquecer do que falar
Definitivamente as coisas não estavam indo bem. Sai da casa da Lílian me sentindo péssimo, é a segunda garota que faço chorar em menos de um final de semana.
Cheguei em casa com uma nuvem negra sobre minha cabeça.
Fui para o meu quarto sem dar satisfações a ninguém. Cheguei lá me joguei na cama, como que quisesse que tudo voltasse ao normal. Estar a apaixonado é a pior coisa que pode existir.
O que eu vou fazer agora?
Nunca mais terei coragem de ao menos olhar para Lílian... Sou mesmo um idiota. Por que não fiz o que tinha que fazer? Esperei um tempão por isso, e agora simplesmente fugi. Acho que não sou mais homem, esse negocio de amor transforma a gente em veado.
Droga! Eu não sou assim! Eu não sou assim!
Por que estou agindo desse jeito?
Fiquei deitado por mais alguns minutos, logo depois decidi ir tomar banho.
Terminei e ainda estava de toalha quando minha mãe gritou:
-Talles, telefone pra ti!
Imediatamente pensei: “Lilian!”. Corri para me desculpar, isso não podia ficar assim. Atendi ao telefone e já ia começar a falar quando reconheci a voz do outro lado:
-Talles?
Era Sabrina. Fiquei meio estático, mas logo respondi:
-Sou eu.
-Oi. Como vai?
-Tou bem. E você?
-Também... Escuta, você vai fazer alguma coisa hoje a noite?
-Não, acho que não.
-Passa aqui em casa.
-Que horas?
-Depois das oito.
-Ta bom... Vou aí.
-Vou esperar, beijo.
-Outro.
-Tchau.
-Tchau.
Eu já estava ficando vermelho.
Rapidamente terminei o suco, e disse fingindo não estar desconfortável a situação:
-Estava delicioso.
Ela então apenas pegou os dois copos e colocou em cima da mesa que ficava ao lado do sofá, tentei me despedir:
-Bem acho que é melhor eu...
Antes que eu terminasse a frase a lingua dela ja estava enfiada em minha boca. Eu fiquei imovel. A unica coisa que tilintava em minha cabeça era: Droga! Droga! Droga!
Logicamente ela percebeu minha falta de vontade, e questionou sentando em meu colo de forma bem suave, impedindo qualquer movimento de fuga:
-O que foi? Te peguei de surpresa?
-É... Foi. –Respondi procurando ar. Ela apenas sorriu, e voltou a me beijar.
Novamente ela percebeu que algo estava errado e perguntou:
-Por que ta tão nervoso?
Tentei explicar:
-Lilian... Eu não sei o que dizer, mas... Eu não posso.
-Como assim não pode?
-Eu... Não quero.
-Não quer? Seu amiguinho aqui embaixo diz o contrario...
-Ele não sabe o que quer.
-E o que ele quer?
-Ele quer... Ah! Isso não importa!
-O que está acontecendo? –Ela parou e me fitou sem entender, novamente tentei explicar, antes puxei alguns palmos de ar:
-Não posso fazer isso. Me desculpe.
-Por quê?
-Eu gosto de outra garota. Me desculpa.
Ela ficou em choque e rapidamente saiu de cima de mim. Agora estava totalmente abalada. Tentei me desculpar:
-Eu queria te contar... Mas não consegui.
De repente ela só olhou pra mim com os olhos cheio de lágrimas e disse:
-Sai da minha casa.
Esquecer do que falar
Definitivamente as coisas não estavam indo bem. Sai da casa da Lílian me sentindo péssimo, é a segunda garota que faço chorar em menos de um final de semana.
Cheguei em casa com uma nuvem negra sobre minha cabeça.
Fui para o meu quarto sem dar satisfações a ninguém. Cheguei lá me joguei na cama, como que quisesse que tudo voltasse ao normal. Estar a apaixonado é a pior coisa que pode existir.
O que eu vou fazer agora?
Nunca mais terei coragem de ao menos olhar para Lílian... Sou mesmo um idiota. Por que não fiz o que tinha que fazer? Esperei um tempão por isso, e agora simplesmente fugi. Acho que não sou mais homem, esse negocio de amor transforma a gente em veado.
Droga! Eu não sou assim! Eu não sou assim!
Por que estou agindo desse jeito?
Fiquei deitado por mais alguns minutos, logo depois decidi ir tomar banho.
Terminei e ainda estava de toalha quando minha mãe gritou:
-Talles, telefone pra ti!
Imediatamente pensei: “Lilian!”. Corri para me desculpar, isso não podia ficar assim. Atendi ao telefone e já ia começar a falar quando reconheci a voz do outro lado:
-Talles?
Era Sabrina. Fiquei meio estático, mas logo respondi:
-Sou eu.
-Oi. Como vai?
-Tou bem. E você?
-Também... Escuta, você vai fazer alguma coisa hoje a noite?
-Não, acho que não.
-Passa aqui em casa.
-Que horas?
-Depois das oito.
-Ta bom... Vou aí.
-Vou esperar, beijo.
-Outro.
-Tchau.
-Tchau.
Coisas que acontecem, pt 11.
Enfim entramos na sala do cinema, eu o apresentei para Lílian e tudo ocorreu normalmente até o fim da sessão. Quando terminamos ele só pediu nossos telefones, como se fosse um simples amigo e foi embora.
Lílian não desconfiou de nada, para a minha sorte.
Então voltamos para casa, novamente de onibus. No percurso ela colou em mim, pôs a cabeça sobre o meu ombro e enquanto acariciava a palma da minha mão comentou:
-Gostei muito de ter passado esse tempinho com você.
-Também curti pra caramba. –respondi tentando não tornar o clima estranho.
Passamos todo o tempo do onibus assim, bem juntinhos. Eu me sentia muito confortavel na presença dela, mas ao mesmo tempo sentia trair Sabrina.
Algum tempo depois chegamos a casa de Lilian, ja era fim de tarde e a noite já quase dominava por completo o céu. Fiquei esperando ela abrir a porta para poder me despedir.
Ela destrancou e se virou pra mim, então disse com um sincero sorriso no rosto:
-Foi ótimo passar esta tarde com você.
-Sim... Foi muito bom. –respondi demonstrando o mesmo sentimento.
Eu já iria dar um passo para trás e me virá pra ir embora quando ela perguntou:
-Não quer entrar?
Fiquei surpreso, e por um instante pensei: “Ah, não! Eu não posso entrar! Se eu entrar vou acabar fazendo besteira!”.
Voltei o olhar para o rosto dela que se mantinha tranquilo, era dificil imaginar que dali saisse segundas intenções.
“Ela só está me convidando por educação, sem falar que provavelmente sua mãe deve está em casa, então não vai ter problema nenhum se eu entrar e ficar só um pouquinho”.
Aceitei.
Entramos, eu já conhecia a casa de Lilian desde a epoca que namorávamos, então me senti bem a vontade. Ela disse:
-Senta no sofá, tou morrendo de sede... -e logo depois perguntou enquanto ia até a cozinha:
-Quer algo pra beber?
-Não, não precisa.
-É claro que precisa, vou trazer suco de maracujá. Voce adora!
-Tudo bem...
Olhei em volta e percebi algo errado, quase que istantaneamente perguntei aumentando um pouco a voz para que ela ouvisse lá da cozinha:
-Cadê a tia Alicia?
E ela respondeu me causando um calafrio:
-A mamãe ta viajando, só chega na segunda.
Deu merda! A mãe de Lilian é mãe solteira, e a irmã dela ta fazendo faculdade no interior, significa que estamos completamente sozinhos!
Aquilo me apavorou, nao era nada bom eu estar a sós com uma garota na casa dela. Quer dizer... Era ótimo. Por que isso nunca aconteceu quando estavamos juntos? Agora que terminamos e eu estou gamado em outra, me surge a oportunidade. Êta vida miseravel!
O que devo fazer?
Ri sem jeito e dei uma golada no suco. Ela só ficou me olhando e nem mesmo tocou na bebida, então novamente começou a me acariciar, desta vez, o rosto.
Manter a calma. Respirar fundo. Isso. Devo me tranquilizar. Não vai acontecer nada demais. Só vou tomar o suco, dar boa noite e ir embora. É só. Só isso. Mais nada.
Logo Lílian estava de volta com dois copos de sucos nas mãos, um deles ela me cedeu.
-Sem muito açucar como voce gosta. –ela disse sentando ao meu lado. Eu fingi surpresa:
-Ainda se lembra?
-É claro... Você foi o melhor namorado que já tive. –ela olhou fundo nos meus olhos, senti como se ela pudesse ver através de mim.
Lílian não desconfiou de nada, para a minha sorte.
Então voltamos para casa, novamente de onibus. No percurso ela colou em mim, pôs a cabeça sobre o meu ombro e enquanto acariciava a palma da minha mão comentou:
-Gostei muito de ter passado esse tempinho com você.
-Também curti pra caramba. –respondi tentando não tornar o clima estranho.
Passamos todo o tempo do onibus assim, bem juntinhos. Eu me sentia muito confortavel na presença dela, mas ao mesmo tempo sentia trair Sabrina.
Algum tempo depois chegamos a casa de Lilian, ja era fim de tarde e a noite já quase dominava por completo o céu. Fiquei esperando ela abrir a porta para poder me despedir.
Ela destrancou e se virou pra mim, então disse com um sincero sorriso no rosto:
-Foi ótimo passar esta tarde com você.
-Sim... Foi muito bom. –respondi demonstrando o mesmo sentimento.
Eu já iria dar um passo para trás e me virá pra ir embora quando ela perguntou:
-Não quer entrar?
Fiquei surpreso, e por um instante pensei: “Ah, não! Eu não posso entrar! Se eu entrar vou acabar fazendo besteira!”.
Voltei o olhar para o rosto dela que se mantinha tranquilo, era dificil imaginar que dali saisse segundas intenções.
“Ela só está me convidando por educação, sem falar que provavelmente sua mãe deve está em casa, então não vai ter problema nenhum se eu entrar e ficar só um pouquinho”.
Aceitei.
Entramos, eu já conhecia a casa de Lilian desde a epoca que namorávamos, então me senti bem a vontade. Ela disse:
-Senta no sofá, tou morrendo de sede... -e logo depois perguntou enquanto ia até a cozinha:
-Quer algo pra beber?
-Não, não precisa.
-É claro que precisa, vou trazer suco de maracujá. Voce adora!
-Tudo bem...
Olhei em volta e percebi algo errado, quase que istantaneamente perguntei aumentando um pouco a voz para que ela ouvisse lá da cozinha:
-Cadê a tia Alicia?
E ela respondeu me causando um calafrio:
-A mamãe ta viajando, só chega na segunda.
Deu merda! A mãe de Lilian é mãe solteira, e a irmã dela ta fazendo faculdade no interior, significa que estamos completamente sozinhos!
Aquilo me apavorou, nao era nada bom eu estar a sós com uma garota na casa dela. Quer dizer... Era ótimo. Por que isso nunca aconteceu quando estavamos juntos? Agora que terminamos e eu estou gamado em outra, me surge a oportunidade. Êta vida miseravel!
O que devo fazer?
Ri sem jeito e dei uma golada no suco. Ela só ficou me olhando e nem mesmo tocou na bebida, então novamente começou a me acariciar, desta vez, o rosto.
Manter a calma. Respirar fundo. Isso. Devo me tranquilizar. Não vai acontecer nada demais. Só vou tomar o suco, dar boa noite e ir embora. É só. Só isso. Mais nada.
Logo Lílian estava de volta com dois copos de sucos nas mãos, um deles ela me cedeu.
-Sem muito açucar como voce gosta. –ela disse sentando ao meu lado. Eu fingi surpresa:
-Ainda se lembra?
-É claro... Você foi o melhor namorado que já tive. –ela olhou fundo nos meus olhos, senti como se ela pudesse ver através de mim.
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