Ri sem jeito e dei uma golada no suco. Ela só ficou me olhando e nem mesmo tocou na bebida, então novamente começou a me acariciar, desta vez, o rosto.
Eu já estava ficando vermelho.
Rapidamente terminei o suco, e disse fingindo não estar desconfortável a situação:
-Estava delicioso.
Ela então apenas pegou os dois copos e colocou em cima da mesa que ficava ao lado do sofá, tentei me despedir:
-Bem acho que é melhor eu...
Antes que eu terminasse a frase a lingua dela ja estava enfiada em minha boca. Eu fiquei imovel. A unica coisa que tilintava em minha cabeça era: Droga! Droga! Droga!
Logicamente ela percebeu minha falta de vontade, e questionou sentando em meu colo de forma bem suave, impedindo qualquer movimento de fuga:
-O que foi? Te peguei de surpresa?
-É... Foi. –Respondi procurando ar. Ela apenas sorriu, e voltou a me beijar.
Novamente ela percebeu que algo estava errado e perguntou:
-Por que ta tão nervoso?
Tentei explicar:
-Lilian... Eu não sei o que dizer, mas... Eu não posso.
-Como assim não pode?
-Eu... Não quero.
-Não quer? Seu amiguinho aqui embaixo diz o contrario...
-Ele não sabe o que quer.
-E o que ele quer?
-Ele quer... Ah! Isso não importa!
-O que está acontecendo? –Ela parou e me fitou sem entender, novamente tentei explicar, antes puxei alguns palmos de ar:
-Não posso fazer isso. Me desculpe.
-Por quê?
-Eu gosto de outra garota. Me desculpa.
Ela ficou em choque e rapidamente saiu de cima de mim. Agora estava totalmente abalada. Tentei me desculpar:
-Eu queria te contar... Mas não consegui.
De repente ela só olhou pra mim com os olhos cheio de lágrimas e disse:
-Sai da minha casa.
Esquecer do que falar
Definitivamente as coisas não estavam indo bem. Sai da casa da Lílian me sentindo péssimo, é a segunda garota que faço chorar em menos de um final de semana.
Cheguei em casa com uma nuvem negra sobre minha cabeça.
Fui para o meu quarto sem dar satisfações a ninguém. Cheguei lá me joguei na cama, como que quisesse que tudo voltasse ao normal. Estar a apaixonado é a pior coisa que pode existir.
O que eu vou fazer agora?
Nunca mais terei coragem de ao menos olhar para Lílian... Sou mesmo um idiota. Por que não fiz o que tinha que fazer? Esperei um tempão por isso, e agora simplesmente fugi. Acho que não sou mais homem, esse negocio de amor transforma a gente em veado.
Droga! Eu não sou assim! Eu não sou assim!
Por que estou agindo desse jeito?
Fiquei deitado por mais alguns minutos, logo depois decidi ir tomar banho.
Terminei e ainda estava de toalha quando minha mãe gritou:
-Talles, telefone pra ti!
Imediatamente pensei: “Lilian!”. Corri para me desculpar, isso não podia ficar assim. Atendi ao telefone e já ia começar a falar quando reconheci a voz do outro lado:
-Talles?
Era Sabrina. Fiquei meio estático, mas logo respondi:
-Sou eu.
-Oi. Como vai?
-Tou bem. E você?
-Também... Escuta, você vai fazer alguma coisa hoje a noite?
-Não, acho que não.
-Passa aqui em casa.
-Que horas?
-Depois das oito.
-Ta bom... Vou aí.
-Vou esperar, beijo.
-Outro.
-Tchau.
-Tchau.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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