Ele respondeu fazendo a moto acelerar "rabiando" ao mesmo tempo que o pneu produzia seu agudo som quando entrava em atrito com o chão.
E como previsto encontramos mais gente da gangue, e justamente aqueles que nos perseguia a pouco. E o pior é que Orlando morava em um bairro "barra-pesada" que nem a policia entrava, as ruas eram estreitas, e as casas mal organizadas... Mas Orlando se mostrou ser um otimo pilto.
E conseguimos chegar a casa dele sem que nos alcassassem a tempo. E quando chegamos avistamos mais dois caras tentando arrombar a porta.
Não sei exatamente o que deu em mim, mas assim que nos aproximamos pulei pra cima de um deles. E por incrivel que pareça o derrubei, acertei atras de seu pescoço com as duas mãos. O outro se virou para gente e puxou uma faca.
Mais Orlando foi esperto suficiente e empinou a moto, fazendo o pneu da frente acertar o rosto do marginal. O cara caíu deixando escapulir a faca, foi quando eu subi em cima dele e acertei mais alguns socos, até cara ficar incosciente.
É incrivel o que a gente pode fazer no momento de euforia. Orlando abriu a porta e entramos, ele começou a chamar pela sua irmã:
-Karina! Cadê voce? temos que sair daqui!
A encontramos trancada no banheiro, toda encolhida wm um canto e cheia de lagrimas nos olhos.
Era uma garota bonita de quinze ou dezesseis anos, magra com cabelos encaracolados. Quando viu Orlando correu para abraçá-lo, e começou a falar em prantos:
-O que está acontecendo? Eu estou com tanto medo.
-Não dá pra explicar, temos que sair daqui o mais rápido possivel.
Quando me dei conta estava no chão com uma puta dor nas costas, alguém havia me acertado. Procurei e vi dois caras, um estava com um porrete na mão, enquanto o outro tinha uma corrente presa ao braço, e a outra ponta arrastando no chão. O da corrente sorriu e disse maliciosamente:
-Achou que iria fugir de mim?
Levantei, me afastando deles, Orlando estava muito surpreso. Aquele devia ser o tal André, pra mim ele parecia um playboy revoltado. Orlando tentou negociar:
-A moto está la fora, pode levar e nos deixe em paz.
-Você acha que é tão simples assim? -ele começou a sacudir a corrente de um lado a outro, brincando, e continuou a falar:
-Vamos fazer o seguinte, você me empresta essa sua irmã sem reação nenhuma e talvez eu te deixe ir embora vivo.
-Nunca! -Orlando gritou. André riu mais uma vez, e concluiu:
-Se é assim... Vai ser do jeito mais dificil.
Ele então se armou para briga, enquanto ordenava a seu colega:
-Não machuque muito a garota, a gente pode se divertir muito com ela!
Os dois avançaram pra cima de Carlos, e rapidamente começaram a açoitá-lo, enquanto sua irmã Karina gritava em desespero. Ainda com enorme dor fui pra cima de André, e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, sua corrente acertou meu rosto, cambaleei para trás com a pancada, enquanto ele ria:
-Não se intrometa.
Foi neste momento que vi um jarro de porcelana, daí em diante tudo aconteceu em camera lenta:
Arremessei o jarro pra cima de André, o jarro espatifou em sua cabeça, e logo eu já tinha acertado vários socos em seu rosto. E só parei quando o parceiro dele me acertou violentamente com o porrete nas costas, cai para o lado.
Ele já iria me acertar uma segunda vez quando Orlando acertou-lhe um chute entre as pernas, tomou o seu porrete e o derrubou com tal furia, que apesar de estar tonto, pude ver alguns dentes espirrando da boca do pobre homem. Tombou como um animal abatido pelo caçador.
André se levantou, agora estava os dois frente-a-frente, Orlando e ele.
Se encararam, seus rostos deformados pelas pancadas, o sangue enfeitava partes de seus corpos...
-Maldito! - gritou André puxando uma arma da cintura e apontando pra Orlando que ficou imovel. E eu senti que naquele momento tudo estaria acabado, meu coração quase parou, fiquei sem folego.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário