Então se passou uma semana e as coisas andavam bem, na medida do possivel. Sempre que podiamos, Sabrina e eu procuravamos um tempo só pra gente, mas ela continuava namorando Sarah.
Quanto a Lilian, não conversamos desde o incidente, a verdade é que eu não consegui mais encará-la. Comecei a evitar nossos encontros na escola... E em todos os lugares que iamos.
As aulas terminaram e estou saindo sozinho, pois Priscila hoje está doente. Marquei de visitá-la mais tarde.
De repente lá vem Lilian em minha direção. Puts! Agora não vai dar pra fugir. É melhor eu preparar uma boa desculpa.
-Talles, eu preciso falar com você.
Ela nem ao menos esperou até chegar a uma distancia em que só eu ouvisse sua frase, como se estivesse com medo de que fugisse.
Parei e esperei ela se aproximar. Depois perguntei com um sorriso amarelo:
-Como vai?
Ela também respondeu sem jeito:
-Eu vou bem... Mas tenho algo importante pra te dizer.
-Se é sobre aquele dia, eu queria muito te pedir desculpas, eu fui um completo idiota.
-Não, não... Eu é que tenho que pedir desculpas. Fui muito tola. Nao quis ouvir o que voce tinha pra dizer... Você me desculpa?
-Voce não precisa se desculpar... Lilian... –peguei sua mão e olhei fundo nos olhos dela enquanto explicava:
-Você é uma garota pefeita. Aposto como qualquer garoto desta escola gostaria de ter o dia que tive com você no cinema. O problema é que... Você até deve entender... A gente não se apaixona por quem escolhe. Definitivamente não. E no momento eu estou apaixonado por outra garota...
-Oh, Talles... Você é um amor. Eu só não queria perder aquela nossa amizade por uma bobagem. Prezo tanto ela.
-Não se preocupe! Nós sempre seremos amigos! Quer me acompanhar até em casa?
-É claro. –ela sorriu alegremente ao responder.
Então seguimos nosso caminho.
Interessante como as coisas se desenrolaram tão facilmente, em minha vida isso significa um péssimo sinal. Alguma coisa de ruim iria acontecer... Foi exatamente quando:
Algo inesperado aconteceu, de repente o celular dela tocou, Lilian atendeu:
-Alô?
Conversou um pouco no celular e começou a olhar pra mim enquanto ouvia, como se fosse algo sério. Fiquei curioso, mas esperei ela desligar pra perguntar:
-Algo sério?
-Seu primo Orlando.
-Quem?
-Orlando, seu primo.
-O do cinema?
-É.
-Ah, ta... E o que ele queria?
-Disse que ta com problemas... E que era pra eu te avisar, vocês devem se encontrar na ponte do parque as seis.
-Que tipo de probelma?
-Ele não disse mas pareceu muito preocupado.
Agora quem estava preocupado era eu. O que este louco queria comigo? Será que realmente devo ir lá... Acho melhor não. Não deve ser nada tao importante. Sem faalr que eu nem conheço o cara.
-Você vai, né? -Lilian perguntou ao me ver refletir. Entao tentei explicar:
-Não sei não... A gente nunca foi tão intimo assim.
-Você está sendo egoísta!
-Mas...
-Mas, nada! Você vai! E eu vou com voce!
-Como assim?!
-Nós dois vamos ver do que seu primo ta precisando e vamos ajudá-lo!
-Acho que nao é uma boa idéia.
-Cala boca e anda.
Então ela me arrastou até o parque, porque faltava mais ou menos uma hora pro momento marcada.
Fiz questão de fazer uma observação que deixei anotado em minha mente: "Eu tinha que aprender a argumentar com as mulheres, isso ja estava ficando meio chato".
Antes ainda passamso em uma lanchonete, e só então fomos para o tal parque botanico. O lugar marcado era em uma ponte que passava por cima de um rio bem raso, ao chegar lá notei a presença de Orlando sob a ponte, o que me estranhou muito, pois parecia que estava se escondendo.
Quando ele nos viu, acenou discretamente.
Fomos de encontro ao meu suposto primo. Quando ele viu Lilian pareceu ter ficado surpreso e bravo:
-O que ela esta fazendo aqui? Era pra voce vir só.
-O que está acontecendo? -Lilian fez questão de explicações. Orlando fez cara feia, como se escondesse algo, e não queria que ela soubesse. Foi quando eu disse, agora me mostrando preocupado:
-Pode falar...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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