Desliguei o telefone arrependido. Por que tinha que ouvir mamãe? “Mulher adora essas coisas!”, coisa besta. Passei mó vergonha, ainda bem que só vou vê-la novamente na segunda, talvez até lá ela já tenha esquecido.
Fiquei um tempo deitado na cama. Olhando pro teto.
Devo ligar pra Lílian...? Eu gosto muito da Sabrina, mas e se de repente aquilo que aconteceu ontem não representar nada pra ela? Se foi só um momento de hormônios super ativos? Talvez seja bom investir em uma outra pessoa. Sei que não gosto tanto da Lílian como da Sabrina, mas será bem mais interessante pra mim se eu não ficar só.
Agora sim estou pensando como um homem de verdade! Sem esse negocio de romancezinho... Isso é coisa de malhação.
O que eu tenho que fazer é ir lá, da uns quebra na Lílian e na segunda, se possível, ainda dá uns pega na Sabrina na sala de matérias abandonados. Aí sim... Seria perfeito.
Depois eu só continuava administrando... Namorando com a Lílian, dando “umas” escondida com a Sabrina. É perfeito!
Vai ser difícil cair na rotina assim... Serei o cara mais feliz do mundo.
Então eu vou ligar pra Lílian, só pra perguntar se está tudo bem para sairmos hoje.
Ela atendeu rápido o telefonema:
-Alô?
-Sou eu, Talles.
-Oi Talles!
-Oi, tou ligando pra dar bom dia...
-Ai, que bom.
-E pra pergunta se o cinema ainda está de pé?
-É claro, né? Dá pra você?
-Perfeitamente.
-Ta bom, passa aqui as três.
-Ta bom, pode deixar.
-E bom dia pra você também.
-Obrigado.
-Beijo e Tchau.
-Tchau.
Falando de fazer besteira
Cheguei pontualmente à casa de Lílian e devidamente arrumado. Como minha estima tava em alta, arrisquei até um penteado mais radical... Desses de rockeiros estilosos. Assim que bati na porta ela saiu já arrumada.
Estava realmente bonita, usava um roupa discreta mas que enfatizavam seus atributos físicos, fiquei um curto tempo desfrutando da visão, ela percebeu e perguntou com o rosto vermelho:
-O que foi?
-Você realmente é bonita.
-Obrigada... Você também ta bem gatinho. –ela respondeu sem jeito, sorri com o canto da boca e logo nos retiramos. Fomos de ônibus até o shopping, no percurso conversávamos, foi ela quem primeiro puxou assunto:
-Faz tempo que a gente não sai assim, né?
-Verdade. Bons tempos aqueles...
-Eu também gostava muito.
-O mais incrível é que podia ser o pior programa do mundo, mas com você tudo ficava divertido. –ela mostrou um grande sorriso com o meu elogio e comentou:
-Ah... Você também tinha seus momentos... Sabia sempre dizer as coisas certas na hora certa.
-Se é o que você diz... –comentei alegre em devaneio, recordando os momentos citados.
-Mas... Me conta aí, ficou esse tempo todo só? –ela interrompeu minha “viagem”, respondi voltando a mim:
-Fiquei...
-Mas e a Sabrina?
-O que tem ela?
-Não ta rolando nada entre vocês dois?
-Não, eu acho que não... –respondi rápido.
Houve um breve silencio, comecei a raciocinar sobre se havia dito a coisa certa, deduzi que sim... Mas eu não devia demonstrar tanta incerteza. Creio que se dissesse que alguma coisa tinha acontecido entre eu e Sabrina, Lílian não se sentiria confortável comigo naquele momento.
-Ela parece uma garota legal. –Lílian disse isso como quem se dá bom dia pro vizinho chato, sem a menor vontade.
-Ela é. –respondi por impulso, fiquei meio estranho, aquilo saiu de mim tão rápido, Lílian continuou:
-Ela é do basquete, né?
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
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